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A Copa 2014 acabou, mas mudou a história de Cuiabá. Em breve aqui, notícias fantásticas da nova cidade. Continue conosco
Arena recebeu R$ 119 mi a mais que educação em Cuiabá
10/01/2014
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Entre janeiro de 2010 e setembro de 2013, Cuiabá recebeu mais dinheiro do Governo Federal para a construção da Arena Pantanal do que para investimentos na educação.

No período, foram desembolsados R$ 339 milhões para a construção do estádio e R$ 220 milhões para a educação. Uma diferença de R$ 119 milhões.

O levantamento foi feito pela Agência Pública, com base em dados  Controladoria-Geral da União (CGU).

Apenas Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo receberam mais dinheiro federal para a educação do que para as obras das arenas.

O cálculo levou em conta apenas os repasses federais para os municípios, sem os valores desembolsados pelos estados e pelas próprias prefeituras.

Veja o quadro comparativo:
 
Cidade sede Educação Financiamento
Belo Horizonte R$ 238 milhões R$ 400 milhões
Brasília R$ 33 bilhões -
Cuiabá R$ 220 milhões R$ 339 milhões
Curitiba R$ 99 milhões R$ 234 milhões
Fortaleza R$ 318 milhões R$ 351 milhões
Manaus R$ 274 milhões R$ 400 milhões
Natal R$ 149 milhões R$ 396 milhões
Porto Alegre R$ 143 milhões R$ 275 milhões
Recife R$ 123 milhões R$ 400 milhões
Rio de Janeiro R$ 1,6 bilhão R$ 400 milhões
Salvador R$ 133 milhões R$ 323 milhões
São Paulo R$ 465 milhões R$ 400 milhões

Dados: CGU, Portal da Transparência, Matriz de Responsabilidades

O financiamento tomado pelas unidades da federação para construir ou reformar as praças esportivas, no valor máximo de R$ 400 milhões, devem ser pagos com juros ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

“Copa do Mundo, eu abro mão. Quero dinheiro pra saúde e educação”. Este foi um dos gritos mais ouvidos durante as manifestações de junho em diversas capitais brasileiras. De fato, ao comparar os investimentos do governo federal com as bandeiras da população, as prioridades parecem não ser as mesmas.

Exceções

Das sedes, a única que não teve investimento direto da União na construção do estádio foi Brasília. Toda a verba usada até agora para a reforma do Estádio Nacional Mané Garrincha saiu dos cofres do governo do Distrito Federal. Mais especificamente da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap), que tem o governo federal como sócio minoritário.

Entre 2010 e setembro de 2013, informa a Agência Pública, a capital do país recebeu R$ 33 bilhões para a educação. O valor entra na conta do GDF pelo Fundo Constitucional do DF, uma espécie de aluguel pago pela União por Brasília ser a sede dos poderes da República. A verba deve ser usada exclusivamente em educação, saúde e segurança pública.

Para financiar a reforma do Maracanã, o governo do Rio de Janeiro tomou emprestados do BNDES R$ 400 milhões. De 2010 até setembro, a União repassou R$ 1,6 bilhão para a educação. Em São Paulo, cujo estádio está sendo construído pela iniciativa privada, houve o financiamento de R$ 400 milhões. Maior cidade do país, a capital paulista teve o repasse de R$ 465 milhões.

Legado

A Agência Pública relacionou os investimentos públicos relacionados ao evento e dividiu-os entre os que ficarão como desejável legado para população brasileira, como aeroportos, portos e mobilidade urbana, e os que foram feitos exclusivamente para a realização do Mundial – como os estádios, os gastos em telecomunicações, segurança, turismo, etc. – sempre utilizando os valores contratados, de acordo com o Portal da Transparência da CGU.

De acordo com o levantamento, só nas estruturas provisórias, montadas para receber espaços de mídia, exposição comercial e atendimento a torcedores VIP, entre outras coisas, foram gastos R$ 208,8 milhões em verbas estaduais nas seis sedes da Copa das Confederações de 2013.

Segundo a Pública, o governo federal já investiu R$ 7,5 bilhões em estádios, R$ 814 milhões em obras nos entornos das praças esportivas, R$ 422 milhões em segurança, R$ 226 milhões em turismo, R$ 167 milhões em telecomunicações e mais R$ 24 milhões em outras ações.

Já no legado que será deixado para a população houve um investimento um pouco menor. O grosso dos recursos foi destinado para obras de mobilidade – R$ 6,5 bilhões – e aeroportos – R$ 1,7 bilhão. Outros R$ 528 milhões tiveram como destino os portos brasileiros.

No entanto, obras como o monotrilho da Linha 17 – Ouro, em São Paulo, orçada em R$ 2,8 bilhões, e a linha 1 do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), em Brasília, foram excluídas da matriz de responsabilidades e devem demorar a sair do papel.

Fonte: Midianews




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